Onipresente

(Informação: a galeria Figas deu lugar à Art Lab, do galerista Luís Maluf. Flávio Rossi é um dos principais artistas do catálogo de Maluf).

As obras do artista plástico Sérgio Fabris estão em vários pontos da Vila Madalena. Ruas, bares, galerias… Desde 1999 ele atua no bairro, onde já instalou três ateliês. Há pouco tempo, migrou para o vizinho Perdizes mas está sempre por aqui, negociando trabalhos, revendo amigos e inspecionando as obras na Figo (veja box), galeria da qual faz parte do catálogo.

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“Acho que aquele astral legal que sempre caracterizou a Vila está voltando”, diz, referindo-se ao aquecimento das atividades artísticas no bairro com a abertura de várias galerias e espaços para entretenimento.

Sérgio faz parte da turma antiga, que inclui o jornalista Gilberto Dimenstein e o artista plástico Baixo Ribeiro. “Conheci Gilberto no Aprendiz, projeto de sua autoria, ele me convidou para dar aulas no Cidade Escola, um galpão lindo na rua Aspicuelta”, lembra. “Parece que tinha acabado de chegar de Nova York, visto projetos de ações sociais nas ruas e queria implementá-los em São Paulo”, completa.

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O artista plástico Sérgio Fabris (Fotos: Leonardo Raposo)

Um tentáculo do Cidade Escola Aprendiz, que ocupava o ermo Beco do Aprendiz –próximo à segunda sede do projeto–, pretendia transformar os pichadores da cidade em grafiteiros. Logo toda a extensão das paredes foi tomada pelas cores. “Isso gerou confusão porque atraiu todos os grafiteiros de sampa para o bairro”, explica, resgatando da memória lembranças do Beco do Batman, antes de ser ocupado pelo excesso de contingente do outro beco.

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“Lá já teve obra de OsGemeos, Zezão, Higrafi, Zé Carratu, Niggaz e outros, antes da nova geração de grafiteiros”, recorda, emplacando novo capítulo na história com a chegada do casal Baixo Ribeiro e Mariana Martins, da Galeria Choque Cultural.

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“O link dos dois levou o grafite a outro patamar de reconhecimento, rompendo regras na história da arte no Brasil”. Sérgio se refere à determinação de Baixo e Mariana em transpor a street art para galerias consideradas elitistas como a Fortes Vilaça, à época Camargo Vilaça. “Antes a regra era elite para elite, ou seja, da FAAP para a galeria. Eles colocaram o grafite no top”.

História contada sob tarde de sol, enquanto caminhamos pelas ruas e lugares onde estão suas obras. Coisas da Vila –coisas da vida.

Batcaverna

A Figa Galeria, de Leo Huber, onde Sérgio Fabris tem obras ao lado de artistas como Flávio Rossi, Raciel Ruiz, Paula Portella, Paulo Calfat, Alemãoart e Jean Araujo também expõe telas da cantora Ana Carolina –produto da mostra Outras Cores em que a cantora utilizou técnicas diferentes para pintar, como lona no chão e rolos adaptados. Mas há muito mais por lá.

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Trata-se de uma casinha charmosa, com longo corredor à direita e arte por todos os lados, até no cheiro. “Garimpamos artistas visuais em ascensão”, resume o galerista Huber.

 

Atelier Galeria Sérgio Fabris e Daniela Saraiva
Onde: Rua Campevas, 599. Tel.: (11) 3813-9682. (www.danielasaraiva.com.br)

Figas Galeria
Onde: Rua Medeiros de Albuquerque, 9B. Tel.: (11) 99981-3373. (www.figagaleria.com.br)

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