Colisão

Há uma galeria no meio do caminho. Uma ponte que une o baixo e o alto em proporções quase simétricas. A Choque Cultural desde o início trabalha nesse viés: valorizar a boa arte, não importa a procedência.

Aberta em 2004, pelo casal Baixo Ribeiro e Mariana Martins, artistas consagrados ao lado de iniciantes têm suas obras expostas no espaço que, apesar de democrático, é bastante seletivo. Eles são os responsáveis por alavancar a street art paulista ao transportá-la para galerias elitizadas como a Fortes Vilaça (antes, Camargo Vilaça). E vice-versa.

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Artistas consagrados e iniciantes têm suas obras expostas no espaço que, apesar de democrático, é bastante seletivo (Fotos: Leonardo Raposo)

A vasta experiência de Baixo em arte urbana, que inclui moda, arquitetura, gravura, skate e outros, o levou a criar uma plataforma para apresentação de artistas em 360º, ou seja, galeria/ rua/virtual. Intercâmbios, colaborações, intervenções, imersões e ações pertinentes ao trabalho do momento costumam sair da cartola –multimídia.

Exemplo disso é a atual mostra Labcidade, inaugurada no aniversário da cidade (25 de Janeiro), com nomes como BijaRi, Ale Jordão, Regina Silveira, Lucas Bambozzi, Gisela Domschke, Daniel Melim e o argentino Tec. Nela, os artistas propõem composições para a metrópole. Drone-vídeos, fotos lenticulares, esculturas, neon, pintura no asfalto e até uma pracinha improvisada em frente à Galeria fazem parte do projeto.

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Para entender um pouco sobre a diversidade –intensidade– de talentos filtrados pela Choque, vale ressaltar o Coletivo BijaRi, que reutiliza carros, ônibus e caçambas abandonadas como canteiros de plantas, ‘esvaziando, assim, sua parte morta’; Tec, que costuma colorir o próprio asfalto ou lugares inusitados, como o recente mural de 18 andares que pintou em edifício ao lado do Elevado Costa e Silva (Minhocão); o uruguaio Matias Picon, que mistura, além de tintas, fotografia, música e produções impressas nos trabalhos –com técnica do estêncil; e a própria Mariana, com suas colagens, caligrafias e esculturas tridimensionais.

Baixo Ribeiro (à esq.), dono da Choque Cultural

Talvez o que mais traduza o conteúdo da Choque Cultural seja a roupagem que o prédio ganha de tempos em tempos. Há sempre dinamismo em seus alicerces.

Choque Cultural
Rua Medeiros de Albuquerque, 250
choquecultural.com.br

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