À parte

Sabe aqueles botecos tradicionais, com balcão de mármore fake, pastilha e assentos encravados no chão? Mesas e cadeiras de madeira, plástico, torresmo, pastel, ovo cozido e esfiha? Ah! cerveja, pinga, vodca, rabo de galo, bombeirinho e maria Mole a rodo? Assim é o Bar Ramones ou, para os mais íntimos, Bar do Alonso, na descampada esquina das ruas Wisard e Fidalga.

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Fachada do Bar Ramones, na esquina das ruas Wisard e Fidalga (Fotos: Leonardo Raposo)

Comandado há 40 anos pelo inestimável Alonso & família (Vera, Eder e o atendente Wilson), o boteco é endereço único na Vila Madalena por ir de encontro aos tradicionais –e caros– bares do bairro, além de dar ênfase a seu caráter boêmio, sem pretensão.

Talvez pela localização privilegiada, reúne gente das mais diferentes origens e ‘faunas’. Carroceiros, empresários, fotógrafos, bicheiros, jornalistas, punks, atores, sambistas, grafiteiros, tatuadores… Extenso rol. Não se surpreenda se numa tarde qualquer beber uma cerveja ao lado do cantor Zé Geraldo ou do guitarrista Edgar Scandurra.

Desenhista

A cada Carnaval, o bloco Os Madalena aquece o endereço. Aos fins de semana, ondas de adolescentes e boêmios de toda sorte lotam o espaço. Há quem comemore o aniversário na calçada com churrasquinho e caixa de som –ar livre. Mas são em dias comuns que a energia transcende o conceito de bar.

A moça senta à mesinha com dois amigos e um violão. Em plena rua, começa uma canção. O cara perdido, em busca de informação, debruça-se no balcão e se põe a desenhar –belas charges. O andarilho puxa uma cadeira e solta a voz. O poeta deprimido esconde as dores nas doses de conhaque –as olheiras atrás das lentes escuras. Fred, o cachorro vira-lata se aproxima a fim de um bocado. A gata chica, residente do bar –ótima relação com os pombos–, dá boas-vindas aos vendedores ambulantes que invariavelmente fazem pit stop no lugar. E assim o tempo corre…

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As iguarias do Bar Ramones ou, para os mais íntimos, Bar do Alonso

Todos na maior harmonia e larga interação. Só não espere a chuva cair na superfície em declive. Alaga tudo. Lugar agradável, democrático, livre, com pouquíssimas restrições. Apenas não peça fiado, não falte ao respeito, nem suje o banheiro. Vera é braba feito onça.

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