Concreto

Há tempos a Vila perde as características de ‘cidadezinha de interior’ por uma série de fatores, entre eles, a confusa Lei de Zoneamento. A cada ano, casas dão lugar a edifícios que, se por um lado são úteis (moradia, quebra-vento, segurança etc.), por outro desqualificam a vida de antigos moradores (visão, luminosidade, mobilidade, população, trânsito etc.) que escolheram o bairro justamente por sua peculiaridade.

O blog escalou prédios construídos pela Idea!Zarvos para ter visão panorâmica/parcial da região. Partindo do alto da rua Harmonia, as fotos indicam que a área mais crítica, onde os prédios avançam com maior velocidade é no sentido largo da Batata (pontos vermelhos: prédios finalizados ou em processo; ponto amarelo: futuro empreendimento).

Sentido Largo da Batata (Instituto Tomie Ohtake ao fundo)

Talvez por ser uma zona problemática, com enchentes e galerias subterrâneas, o Baixo Madalena, na direção do Cemitério São Paulo, segue intocável.

Já no sentido Vila Ida, os prédios despontam enormes, com dezenas de andares, enquanto que na direção à avenida dr. Arnaldo, apenas as ruas Simpatia e Medeiros de Albuquerque receberam edifícios –altos e modernos. Mais adiante, no entorno da praça General Oliveira Álvares, perímetro estritamente residencial com casas e muito verde.

Vista do Baixo Madalena, na direção do Cemitério São Paulo

Vista do Baixo Madalena, na direção do Cemitério São Paulo, ainda quase intocado

Uma tendência que se nota no design dos novos empreendimentos imobiliários (principalmente na imagem ‘sentido Largo da Batata’) parece ser a equação entre espaço e altura. Como em certos pontos não são permitidos edifícios com mais de oito pisos, eles crescem em robustez, na horizontal ––daí o apelido de Robocop. Apesar do planejamento e funcionalidade, os blocos de concreto são agressivos para quem vê do alto.

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Empreendimento na rua Madalena

 

Além das construções apontadas, outras estão sendo erguidas no bairro, conforme matéria anterior. Amplos terrenos são preparados para os alicerces de grandes edificações nas ruas Fidalga e Simpatia. A comunidade vê o avanço com indignação, os comerciantes com esperança e as construtoras, como investimento –apesar do desaquecimento nos últimos anos.

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